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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Preparação Consciente para Gestação e Parto


A gravidez é um momento de profunda alteração no estado físico, psíquico e emocional da mulher.
A preparação consciente na gestação e parto tem por finalidade levar a mulher a conhecer e compreender seu próprio corpo, a fim de minimizar  impactos e estranhezas perante todas alterações naturais do ciclo gestacional.

Aproximar-se do corpo é aprender também a respeitar os próprios limites, é dar voz a uma sabedoria inata que todos nós temos, basta resgatá-la, ativando a intuição e o instinto.

O trabalho corporal devolve a percepção e a sensibilidade, características naturais e essenciais que vão ficando esquecidas no nosso cotidiano acelerado.
Exercícios de respiração, relaxamento e posturas que favorecem o fluxo de energia, tonificam, promovem disposição e melhoram a circulação.

A preparação psíquica intenciona trocar informações necessárias sobre a gestação, parto, aleitamento, a fim de que o casal assuma sua responsabilidade pela qualidade da gestação.
Leitura de livros, vídeos, aproximam o casal do universo ao qual eles pertencem neste momento.


Do ponto de vista emocional, a mulher está num crescente de sensibilidade devido a oscilações hormonais, mudanças de vida, hábitos, comportamentos, planos e perspectivas.
E justamente por toda essa revolução interna que  a gravidez provoca, este é  um momento propício  ao auto conhecimento.

Na gestação ocorre uma regressão natural, e ela é bem vinda.
Imagens da nossa infância podem vir a tona, sonhos com elementos infantis, sonho com o bebê, sonho com o parto, problemas de relacionamento com os pais, entre o casal....são temas que surgem e tornam oportuno o "ir fundo"nas questões.

A parteira com a qual eu trabalho costuma dizer que, antes de parir um bebê, todas as emoções contidas precisam ser paridas.
E esse parto natural acontece!

Por isso a importância de um acompanhamento neste momento, porque não precisamos atravessar sozinhas. Estar amparada permite resgates mais inteiros, e  altera todo o cotidiano familiar

Além do físico, do mental e do emocional, existe o plano sutil que envolve gerar uma vida.
A esse plano sutil gosto de chamar de espiritual, porque o espírito é o que anima, é o sopro da vida.

Não possui relação com crença ou religião.
O aspecto espiritual refere-se `a entrega e confiança aos mistérios da vida.
Nutrir o lado espiritual é se alimentar de confiança e proteção para enfrentar o medo do parto, o medo do desconhecido, o medo da vida.














quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O Erotismo e o Cheiro - HUMANO



Odoratus Sexualis foi um catálogo científico e cultural escrito em 1934, no Egito, sobre aromas sexuais, perfumes eróticos e o cheiro do corpo humano.

Na literatura antiga tem-se registro em quase todas as línguas do uso do odor corporal como afrodisíaco. 
Peças de roupas impregnadas de suor eram secretamente colocadas próximas ao parceiro sexual desejado. O odor do suor era tido como um elixir, uma poção mágica.
Napoleão enviou uma famosa mensagem a Josephine: “ Chegarei a Paris amanhã a noite. Não se lave.”

Os gregos eram fascinados pela pantera, julgavam seu hálito doce e seu odor corporal atraente.
Na época de Shakespeare, a mulher apaixonada colocava uma maçã descascada na axila para impregná-la com seu aroma, e oferecia ao seu amado como símbolo de desejo.

Prospero Albini foi um médico renascentista que residiu no Egito para estudar medicina. 
Ele descreveu como as mulheres egípcias untavam suas vulvas com âmbar e  algáliz para aumentar o prazer sexual, e enfatizou como essas mulheres davam atenção exclusiva às partes íntimas, diferentes das mulheres italianas, que se ocupavam ao cuidado especial do rosto e cabelo.

Os hindus também se preocupavam com o odor da genitália feminina, e desenvolveram um critério classificatório para os diferentes tipos de odores:

-A que cheira a lótus; seu odor é comparado à flor da rosa d’água, com seu sagrado mistério
-A feliz; que apresenta odor igual ao mel da seiva da palmeira
-O tipo lema; que apresenta cheiro e gosto salgado, com pelos negros e espessos.
-O tipo elefante; com corpo grande, vulva larga, odor penetrante, comparado ao odor do fluído que se solta do ouvido do elefante

Baudelaire foi um poeta audacioso ao escrever sobre o aroma erótico, lembrando o mundo que as mulheres, e homens, cheiram!
Ele festejou o aroma exalado pelo corpo humano enquanto elemento fundamental da excitação olfativa.  Chamou de “pelo almiscarado” o aroma sedutor da genitália feminina. 
O almíscar são grãos extraídos de uma bolsa localizada no abdome do cervo de almíscar, que vive nas regiões de floresta do Himalaia e dos montes Atlas. Tem um aroma característico, afrodisíaco e lendário.  almíscar
A imperatriz Josefina adorava, e seu quarto de vestir era impregnado deste cheiro.

Havelock Ellis, médico e psicólogo britânico, estudou a sexualidade humana e criou uma classificação de odores erógenos em ordem crescente.

I – o odor da pele, tido como uma fragrância fraca
II- o cheiro do cabelo e couro cabeludo
III- o odor do hálito
IV- odor das axilas
V- odor do pé
VI- odor perineal
VII- nos homens, o odor do espegma do prepúcio
VIII- nas mulheres, o odor da vulva, do muco vaginal e odor menstrual
Ressaltando sua predileção escandalosa pelos dois últimos cheiros.

O erotismo, como o próprio aroma que constitui um perfume, é construído. E o perfume verdadeiramente afrodisíaco é aquele que deflagra uma memória inconsciente de nossa natureza animal, exaltada!

Referência : Mandy Aftel - Essências e Alquimia-






  



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Feminilidades





Meu encontro com a lucidez e com meu  senso de presença e pertencimento no mundo  é através da  escrita

Quando cavo por baixo dos escombros auto demolidos e encontro uma passagem de ar para o fluxo criativo.

Porque as coisas desse mundo não bastam. Elas se consomem.

Só posso reconhecer que a fonte do prazer que devolve a significância humana é criar com as próprias mãos!

Aprendi com os mitos e com os contos de fada a ter asas emotivas (que me movem nessa direção)

Aprendi com a Vasalisa a eterna busca dançante da auto-nomia ( a capacidade de me atribuir meus próprios nomes)

Porque minha parte que se auto organiza, se solidifica e reconhece identidade é através das  tecituras  humanas.

Reconcilio minhas partes escrevendo, dando as mãos, abraçando e interligando  vogais com consoantes.

Essa é minha parte linear e segura.  É solar, tem clareza e dá sentido.

Já a minha voz é lunar, cíclica e não decifra indagações. 

Minha voz coloca poder em legitimar o silêncio e ouvir por trás da palavra dita. 

Meu ouvido insiste nisso, nas ações silenciosas, porque minha psicologia foi desde o início a dos gestos que a palavra esconde.

Ausência, geografia emocional e afeto não são da ordem da razão!

E ainda assim é a faceta que me constrói e minha dimensão de maturidade.

Aprendi com a Deusa Hera a me colocar de forma harmônica e pacífica, exercendo habilidades ultrapassadas e preservando valores e tradições!

 Me curvei diante de sua imagem austera  e a ela disse: te aceito e aprendo contigo, você é  maior, respeitosa esposa de Zeus!

Na adolescência queria ser Ártemis, independente e selvagem, desbravadora e solitária.
 Esses eram os nortes que me preenchiam. 

A possibilidade de ser sozinha na vida me fazia muito sentido e ressoava como um lema a defender e praticar.

A maternidade me apresentou Deméter, a  sacerdotisa! Independência integrada e amadurecida, bem diferente de Ártemis de cabelo aos ventos!

Fui pra debaixo da terra fazer sulcos e rachaduras, pra poder voltar vicejante como a maga Perséfone.

Descobri a magia e a alquimia do ou(t)RO, analogia de significância pra poder mergulhar nos mistérios de Afrodite. 

Seu olhar panorâmico possibilita o distanciamento necessário pra poder fazer relações!

Nasci de Atena e assimilar o papel da conquista, do fazer e o motivo da justiça não foi desafio pra mim!

Essas são, então, as mulheres de minha vida. Me reconcilio com todas que me disponibilizam nutrição para minha essência feminina!

Com elas faço resgates  e construções, me fortaleço na minha ancestralidade, dou continuidade nos bordados já começados, nas linhas já traçadas, nos pontos , nós, nas tramas que não foram resolvidas!

 Dou caminho e  passagem pra donzela percorrer seu trajeto de mulher fértil a anciã sábia. La que sabe!
Observo e registro meu processo de crescimento através da influência das minhas mulheres!

Não ao acaso fui inserida no contexto das rodas!
 Me criei dessa forma, nesse espaço  circular sagrado de encontro e revelação . 
As experiências circulares foram dando significado e me imbuindo de propósito de cura.

O amor cria a conexão, a verdade liberta e cria espaço para ser! 
Resgates e reconstruções são cíclicas, circulares e se validam na partilha.

Para sustentar e ancorar meu trabalho com mulheres ativo meu coração, aqueço meu útero, ouço sem fazer ruído, me envolvo pelo tecido humano maleável e flexível, e escrevo!

Trabalhar com mulheres é tecer a trama, tricotar fios de estórias achadas. É ser a moça tecelã, dois avanços e um recuo. 

É se inserir no tempo de Kairós, o que os gregos chamam de tempo oportuno, o momento certo, o tempo de Deus!

Tempo matrístico! Pacífico e próspero! A cooperação e a proteção como única forma de sobrevivência.
O fazer como verdadeira forma de ser

O registro como grafia pra memória reter o  avanço do caminho sinuoso, irregular,com obstáculos, desníveis e propósito de avanço irreversível!





Texto: Cinthya Garcia
Foto: Pinterest 



quarta-feira, 1 de abril de 2015

GIN - ECOLOGIA


Se pensarmos que a Terra é representação e manifestação da simbologia feminina, poderíamos usar uma analogia entre a condição do planeta e a condição do corpo da mulher.

O planeta está em crise, com solo atormentado, correntes poluídas e alterações climáticas  alarmantes.....

Similarmente, o corpo feminino contemporâneo também está em crise, alterado em seus ciclos, com flutuações hormonais contaminadas ( pelo uso exagerado de pílula, pela terapia de reposição hormonal, pelas cirurgias desnecessárias).
Os valores que a sociedade impõe `a mulher são também impostos `a natureza, aos corpos, e vice versa.

A (gin) ecologia feminina é um reflexo da terra.
A "cura" ecológica e humana são a mesma coisa, operam na mesma dimensão.
A "cura" do planeta está associada a cura dos ritmos femininos, da sexualidade e dos ciclos.


As escrituras budistas vêem o corpo humano como um reflexo da terra. Ligam os nossos olhos ao sol e a lua, que se abrem e se fecham como o dia e a noite. Nossa respiração ao vento, e nossas artérias e veias `as correntes e aos rios.

 Assim como devemos amar e confiar em nossos corpos, devemos amar e cuidar da nossa preciosa e linda Terra.
A Terra é a grande mãe, e o habitat onde vivemos é uma micro expressão deste todo maior.
Cuidar de onde se habita, dos corpos, do ventre, dos espaços, dos lugares, das casas, das ruas, das águas, das cidades, do país, do mundo!
A "cura" feminina e planetária, em uma visão holística estão amplamente conectadas.

Toda doença, toda enfermidade, é expressão de um desequilíbrio.
A saúde não é estática, e  tornar-se saudável é um processo, uma consciência desenvolvida que não tem ponto final.

A saúde é a integração da mente, do corpo e do espírito: é o reconhecimento de que tudo que falamos, fazemos, pensamos, sentimos e acreditamos tem um impacto sobre nosso bem estar, sobre nós mesmos, sobre as pessoas que nos relacionamos, sobre o mundo.


O corpo repara-se diariamente, curando cortes, batidas e restabelecendo o equilíbrio.
A Terra também.

De instante a instante somos recriados. Criamos milhões de células novas que são alimentadas pela energia que geramos ao redor.

A maneira mais efetiva de promover a saúde do corpo e da terra, a saúde individual e coletiva, é desenvolver, aprimorar e lapidar a consciência, sobre todas as coisas.
A conscientização consiste em estar consciente, estar ciente e completamente atenta ao corpo, respiração, emoção, discurso, pensamento, energia e atitude. 

A cura, individual e coletiva, é um processo no qual somos autores e co-responsáveis. Requer mudança de hábito emocional e físico, requer mudança de atitude, mudança de paradigma, requer trans-formação.
A cura vem de dentro, e o desequilíbrio que se expressa através de uma doença ( do corpo e do mundo), é a oportunidade excelente para reflexão e crescimento.
Voltar-se para dentro de si e cuidar da casa
O corpo é a casa
O planeta é a casa

" Nosso ciclo é como o ciclo de uma planta. Há um tempo certo para plantar as sementes, para crescer e desabrochar, para deixar as sementes e para voltar para as nossas próprias raízes" 
ANNIE SHAW 

REFERÊNCIA: Matéria Íntima- Dicas para a Saúde da Mulher. VALINS, L.
IMAGENS: http://martaorlowska.com


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Sobre o feminino e a relação entre emoções, hormônios e menstruação


A feminologia parte do princípio de que a resposta humana feminina é sempre global.
Qualquer alteração de ordem emocional e hormonal afetam a maneira como a feminilidade se expressa. Há uma relação profunda entre o equilíbrio fisiológico e as emoções, e isso é elevado a potência máxima nas mulheres.

O neocórtex interfere no hipotálamo, que interfere na hipófise e desencadeia uma drástica influência nos órgãos, tecidos, funções corporais... e no bem estar e comportamento de maneira geral, tanto mental quanto social.

A humanidade passou milênios no escuro sem ter noção e sem valorizar o fator hormonal e emocional em nossas vidas. Mas as "bruxas" já sabiam de tudo, sabiam demais, as erveiras, as curandeiras, as benzedeiras...essas todas  que viam e agiam de maneira integrada e holística na busca da cura através da observação da natureza.

A feminilidade tem como base os ciclos mensais lunares, em concordância absoluta com o cosmos.
E é por isso que uma mulher menstrua.
A menstruação  é um dos componentes essenciais do gênero feminino.
Assim como a menstruação ocorre em ciclos, tudo é cíclico na vida de uma mulher, e os hormônios obedecem estas fases, assim como a Terra obedece os ciclos de rotação e translação pra vida existir no planeta.

Interferir na ciclicidade é alterar toda a composição não apenas da feminilidade mas também do planeta.
São nas oscilações e alterações hormonais que se estabelecem o processo orgânico feminino, e onde acontece a harmonia com o universo.

Para atingir e manter um estado saudável e harmônico do organismo, é fundamental que este esteja em sincronia e em conversa constante com a partícula maior chamado Cosmo, ou natureza, ou grande mãe. Para isso, ser capaz de reconhecer como os hormônios atuam e influenciam em nossas emoções e nossa vida diária, e vice versa, é um exercício para transformar vidas sociais, pessoais e profissionais.
O corpo feminino e os ciclos que se expressam e se manifestam através da menstruação, é portal infinito de auto conhecimento e cura.



Imagens: internet
Para maior aprofundamento sobre o tema, indico ler o livro A Inteligência Hormonal da Mulher.
Como o ciclo menstrual pode ser aliado, e não inimigo, do equilíbrio feminino










sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Relato de Gestação e Nascimento: O Parto de Anis

O começo da história

Vou começar do princípio. No princípio era o ventre. Então vou contar sobre minha gestação e depois sobre o parto, porque acredito que o parto é parte ou fim de uma história que se inicia na concepção, ganha forma na gestação e se conclui no nascimento.

Desde o começo da gravidez eu já  sabia que esperava uma menina, assim como da outra vez também  já sabia que era um menino. A gravidez, quando aceita e vivida com amor, aguça a sensibilidade espontânea. É como se um saber natural das coisas e dos sentimentos se instalasse em você. Mas não é do saber da razão que estou falando, é um saber dos sentidos, é uma sintonia com a existência viva, um estado permanente de conexão e interação com a natureza.

Um estado sublime que anda de mãos dadas com o divino. Um estado de clareza, de iluminação.
Por isso grávidas são tidas como iluminadas....um brilho brota do olhar, acho que ainda mais de dentro, brota do âmago, brota da alma.

Foi assim que me senti durante toda a gestação da Anis. Fiquei mais calma e radiante, mais sensível, mais em contato com o meu corpo e com o que realmente importa. Aprendi a amar mais.
Diminui o ritmo na intenção de desfrutar mais do aqui e agora. Estabeleci como meta viver mais pausadamente, porém com intensidade, estando realmente e inteiramente presente na vida, nos acontecimentos, experimentando de maneira tranquila e sem pressa cada fase na evolução da gestação.

Isso  significa que  me mantive ativa com minhas obrigações oficiais. Significa que fiquei com a intenção de viver com mais sabedoria, aproveitando e respeitando  o tempo das coisas.

E assim fiz, e assim foi.
E pra sinalizar minha não pacatez na vida, ou para demonstrar que as atividades cotidianas não param, mas podem ser vivenciadas devagar e com respiração completa........ mudei de trabalho, mudei de cidade, mudei de casa, mudei o assunto e o tema da minha dissertação de mestrado. Me instalei na minha nova e velha cidade, em uma casa cheia de história e estória, com a  sensação de contentamento e reconexão com minhas raízes.

Trabalhei até o 7˚ mês de gestação, escrevi minha nova dissertação em tempo recorde e dentro do tempo, finalizei meu mestrado e Pari..... na tradição das ancestrais parteiras, com rezas, cantigas e rituais, simbolizando e reverenciando cada etapa.... da maneira que desejei, da maneira que faz sentido pra mim. Em casa, onde me sinto livre e segura, no meu canto, no meu templo, onde cultivo minhas plantas, onde monto meu altar, onde coleciono minhas artes, meus livros, onde me retiro pra meditar, onde estudo, onde faço tudo e onde me permito fazer nada. 

Pari de forma plena, ativa, entregue, natural, com apoio, com amor, com respeito, respirando, contente e feliz! Experimentei dores profundas, tão profundas quanto de onde brota a iluminação. Parir, pra mim, foi experimentar meu corpo no auge, no ápice, no alto do cume de um lugar silencioso e concentrado.  Um lugar transgeracional, sagrado e milenar. E é de lá desse lugar que não tem palavra que falo agora.


O dia do parto

Bom, o dia do parto torna-se de repente dia do parto. Eu não fazia idéia  que seria naquele dia o dia do parto, e fui processando todos os sinais aos poucos.....

"Coincidentemente" e afortunadamente, eu tive retorno com meu médico querido no dia que se tornou " o dia do parto". Tudo começou de manhã, me recordando de alguns sonhos e notando uma certa diferença no meu corpo. Um tampão mucoso nunca dantes visto estava se apresentando delicadamente a mim, tão delicadamente  que demorei para captar seus sinais evidentes. Fui para o médico querido  logo depois do almoço, fizemos ultra-som e ele me disse que Anis estava se encaixando, por isso a presença do tampão.

Ok, voltei para minha casa, que também afortunadamente fica a apenas dois quarteirões do médico querido. Cheguei em casa e fui contar pro meu amado que Anis estava se encaixando, quando de repente aguas profundas que movem moinhos caíram no chão, não tão delicadamente.

Eu, já inteiramente absorvida pela intenção do seguir devagar a vida, mandei calma e tranquilamente mensagens para as parteiras, comunicando o fenômeno ocorrido.
Elas me disseram: - Ok flor, estamos indo praí ( uma das parteiras estava a 3 horas de distância de minha cidade).
E eu falei:  - Caaaalmaaa, vamos esperar mais um pouco!!!! ( percebam que nesse momento a pacatez realmente invadiu meu ser), pode ser que não seja nada!!!
E elas disseram : Flor, estamos indo mesmo assim.... É claro que elas já sabiam de tudo....eu é que estava lentificada deveras.

Continuei fazendo minhas coisas, e fui aos poucos realmente percebendo que eu estava em trabalho de parto. As águas que movem moinhos não paravam de sair, as contrações começaram a ficar muito perceptíveis, aumentando gradualmente. Esse início ainda é beeem suave, continuei fazendo minhas atividades caseiras, lavei roupa, recolhi roupa do varal, estendi roupa no varal, chupei fruta, bebi água, muita água, e novamente afortunadamente, para minha surpresa, levei uma picada de abelha no  dedo, rsrs .  (pode parecer estranha essa parte mas logo fará sentido).

Como não sou alérgica, não me desesperei (olha que novidade!), e aguardei calmamente a chegada das parteiras. Até pensei junto de meu filho:  - Olha, como sou sortuda, acabei de receber uma dose de anestésico e antibiótico natural ( nessas horas é sempre bom manter o otimismo)!


A chegada das parteiras



Conversando sobre a picada de abelha, a parteira da tradição me disse que a abelha é símbolo do trabalho em conjunto, de coletividade, da organização...... ou seja, a abelha abriu os trabalhos. _ Que maravilha, eu amo esses sinais da vida, eles me mostram quando estou no caminho certo!!! E fico achando que o desafio ou o aprendizado da vida é "ler os sinais".....~*~..... Eu amo ler os sinais!!!


.... Ainda compreendendo todos os sinais, me recordando dos meus sonhos simbólicos da noite anterior e recebendo massagem da doula e das parteiras. Eu ainda não sabia de nada, inocente!!!
E me mantinha, com calor, com muito calor, sorrindo, afinal...........UUUUauuuuuu, eu vou Parirrrrr!!!!!Isso é Seeeensacionalllllll!!!!!!!Iuhuuuuuuuu!!!!


Em êxtase porque vou parir!!!!!!



Masss, como em toda evolução de um trabalho, é necessário uma certa  introspecção, é necessário a concentração, o centramento. É necessário calar-se para se ouvir, é necessário se voltar pra dentro, estar dentro e fundo...é de lá que vem!



Desse lugar silencioso e dolorido de onde estou, e de onde me reconheço agora, apenas o que quero é massagem, massagem, massagem..... profunda, profunda, mais profunda. A lua cheia estava no céu,  a Luna na janela, quieta observadora de toda magia que estava acontecendo. Theo já estava dormindo, A casa era absoluto silêncio, apenas o som do meu respirar.



Quero todos ao redor de mim, quero todas as mãos, toda vibração, todos os alívios, não quero nenhuma palavra. Quero gestos sem palavras, quero contato. Tudo deve ser muito profundo, silencioso e profundo.



Quero a companhia amorosa do meu amor, sem palavras ele sabe do que eu preciso. Preciso do seu toque, preciso que caminhe comigo, que continue a caminhar comigo, que me dê apoio e que não saia do meu lado.....



Durante a gestação eu lia sobre parto ativo, eu sabia que o meu seria ativo, eu me mantive ativa e disposta durante todo o ciclo da gravidez.  A atividade dissipa a dor, percebia que quando eu caminhava, eu buscava, eu cavava dentro de mim o espaço pro nascimento, eu reunia a força ancestral necessária pro nascer, pra trazer vida. E me silenciava cada vez mais, e mais....


Eu só quero e apenas  preciso que caminhe comigo, preciso de apoio e sustentação, o resto pode deixar que meu corpo sabe o que fazer. Ele não tem dúvidas, ele tem uma sabedoria inata tecida com vigorosidade.


Uma natural vontade de estar dentro da água se manifesta. A água conforta tanto,  a água conduz tão bem, dita o ritmo, nutre a pele, silencia ainda mais, traz mais pra dentro e relaxa.



Mas eu precisava cavar, cavar mais e buscar, precisava andar pra encontrar e suportar  esse lugar que é tão dolorido, tão impetuoso, ousado e divino. Caminhar é preciso.... Me perco das horas,  me desconecto do mundo do tempo, só existe meu corpo, minha dor, regendo com maestria instintiva toda sinfonia que precede o nascimento.



Nesse momento de tamanha profundeza, preciso da força das mulheres que estão comigo
Preciso da sua força anciã.
Dos seus saberes sem palavras.


O tempo caminha sem tempo, e eu já posso sentir sua chegada, eu já sei que você está ali, pronta pra nascer, pronta e com força pro mundo. Agora só preciso ajudar, preciso de todas as forças que foram reunidas até agora. 
Agora é trazer ao mundo. 
A mente está no lugar certo, no lugar de abertura, de conexão e expansão.
De cócoras, inclinada pra trás. 
Depois de muito cavar, foi assim que me achei.


Siente, el momento llega, lo divino estas contigo.
Siente, tus huesos son fuertes, madre de todos nosotros
Siente, estas em buenas manos, tienes lo que necesita
Siente, estamos ayudando
Y eres parte de la tierra



A hora que se segue ao nascimento, é  a hora sagrada, é a hora de cura, lugar de conserto, lugar de presença. Somos só nós, em comum unidade. Somos só emoção em gesto


A primeira vez que olho nos seus olhos.
A hora de ouro!
The sacred hour!!!
Eu te reconheço, você me reconhece. Eu te abençoo, você me abençoa.
E juntas entoamos preces de gratidão. Eu te dou a vida, você me dá vida.
E pulsamos juntas.

Extraio tanta alegria só de observar.
Já dançamos horas suficientes pra nos conhecermos.


Em completo estado de transe,  pico de ocitocina, experimento a melhor sensação do mundo!
Sensação de completude, de gratidão, de mais força, de vitória.
Me sinto a rainha do universo!


O corpo se lembra de tudo. O corpo irá se lembrar de tudo pra sempre
O corpo se lembra antes de ter palavras
O registro está na pele
Olfato e contato


 Aconchego do pai, o pai que também virou mãe.


Toda a equipe reunida, celebrando o nascimento, celebrando a vida.
O nascimento foi feito pra funcionar, sem segredo e com mistério.
Com luz, com sacralidade e com puro amor.
Sou gratidão eterna a esse jardim.
Ohm!!!



Há que se afinar o corpo até o último sempre. Exercer-se como instrumento capaz de receber a poesia do mundo. Poesia suspensa em rotação e translação. Movimentos moderados, alinhavando em dias e luares, estações e colheitas, minutos e milênios, provisoriamente." Bartolomeu Campos de Queirós

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Fruto do Ventre





O melhor de mim agora é fruto do ventre
Rainha de copas tem a alma como sacerdote
e atributos como o de fazer milagre
milagre do sopro, do fôlego, da vida.

Essa  história vêm do fundo da terra, do oco
história sem pergunta, pergunta em gesto, feita a mão
história encantada, de legado, com raiz
história de ramo de  árvore, de galho extenso
de tudo que  abriga beleza
de tudo que é continente
que carrega, que germina, que nutre


O lugar do ventre é de espera
de silêncio de água
lugar de confissão
de luz de lampião
O ventre é lugar de aprender de novo
é uma segunda e terceira chance, uma e duas doses de coragem
provérbio arquetípico.

Com você eu sou várias, em você eu sou muitas
Floresço por mais tempo, protegida
sou pintura, escultura, música e dança
sou filha, mãe, enxergo por dentro
tenho poderes, gratidão

Te esperei desde sempre
te preparei na beira da fogueira, dentro da água, há três séculos, antes do tempo.
Hoje conto as mesmas e outras histórias
de semear e plantar
de carregar amuleto, oferecer bálsamo, ajudar gente, refazer lar.
e de colher, quando o fruto amadurecer.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Deusas - Arquétipos Femininos



Foi durante a faculdade  de psicologia que me encantei  pela  pele  humana.
Ai pensei, como pode um profissional cujo objetivo é explorar o comportamento humano, sem antes e primeiramente se debruçar sob a pele?!

Descobri  a psicologia corporal.....a que faz sentido pra mim!
Traço este caminho, reconheço a alma humana através deste olhar.

Posso perder horas admirando (e cuidando) este fantástico órgão  humano que contém toda a história da afetividade do indivíduo.

A pele é o primeiro órgão de relação entre a mãe e seu bebê.
Meio de  contato e de transmissão de sensações físicas e emoções. Canal pré-verbal de comunicação.
Possui a mesma origem embrionária do Sistema Nervoso Central, e é afetada pelos mesmos hormônios e neurotransmissores.
 O cérebro e a pele, que contém os órgãos dos sentidos, são órgãos de comunicação e interação permanente.

"Apele abriga e contém nossa individualidade, e ao mesmo tempo que nos protege, é a fachada que nos expõe. É o envelope do corpo, o 'espelho da alma', superficial e profunda.

A psicologia corporal acredita que a compreensão da personalidade se dá através do corpo.
A entrada do Templo de Delfos sugere : conhece-te a ti mesmo!
Quando penso nesta proposta, não tenho dúvida de qual seja o caminho.

O caminho é o corpo
O caminho é a pele. O Eu- pele.








domingo, 20 de janeiro de 2013

A Pele em que Habito



Foi durante a faculdade  de psicologia que me encantei  pela  pele  humana.
Ai pensei, como pode um profissional cujo objetivo é explorar o comportamento humano, sem antes e primeiramente se debruçar sob a pele?!

Descobri  a psicologia corporal.....a que faz sentido pra mim!
Traço este caminho, reconheço a alma humana através deste olhar.

Posso perder horas admirando (e cuidando) este fantástico órgão  humano que contém toda a história da afetividade do indivíduo.

A pele é o primeiro órgão de relação entre a mãe e seu bebê.
Meio de  contato e de transmissão de sensações físicas e emoções. Canal pré-verbal de comunicação.
Possui a mesma origem embrionária do Sistema Nervoso Central, e é afetada pelos mesmos hormônios e neurotransmissores.
 O cérebro e a pele, que contém os órgãos dos sentidos, são órgãos de comunicação e interação permanente.

"Apele abriga e contém nossa individualidade, e ao mesmo tempo que nos protege, é a fachada que nos expõe. É o envelope do corpo, o 'espelho da alma', superficial e profunda.

A psicologia corporal acredita que a compreensão da personalidade se dá através do corpo.
A entrada do Templo de Delfos sugere : conhece-te a ti mesmo!
Quando penso nesta proposta, não tenho dúvida de qual seja o caminho.

O caminho é o corpo
O caminho é a pele. O Eu- pele.





Texto: ~*~Consultório de Afrodite~*~
Imagens: Pinterest


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Las Comadres, Amém


Em espanhol, comadre é um termo que significa algo semelhante a "eu sou sua mãe e ao mesmo tempo você é minha mãe." É uma palavra para descrever a relação íntima entre mulheres que cuidam uma da outra, que dão ouvidos e ensinam uma `a outra, de uma forma na qual a alma está sempre incluída.
São amigas íntimas e afetuosas.

De preferência, são mulheres que tecem uma vida vigorosa, perdoam, desembaraçam, batem o pé, fincam as mãos, fazem gestos amplos e inspirados.



Seja em época de risadas estridentes, de tristeza atordoante, de deslize ou de "subida aos galhos mais altos para ver o que puder ser visto"... todas las comadres se empenham para viver sob o abrigo umas das outras.

Fazem desvios, recuos e consertos na vida e nos seus relacionamentos. Sem constrangimento, costuram de novo.

Entre mulheres, este é um esforço abençoado!


Podem usar  mantillas ou túnicas em cores pasteis.
Usam o Darma para ocasiões especiais, ou como traje principal.

Usam Hijab ou puxam o sagrado Talit franjado sobre a cabeça para estar mais uma vez na tenda da antiga Sarai.
Usam o solidéu feito de contas, arco íris e chuvas de estrelas na cabeça.

Arrumam o cabelo no formato de flores de abóbora.
Usam Saris na presença dos mais velhos e do sagrado.
Respeitam as tradições e fazem o que lhes convém e o que é necessário.


Sobem montes sagrados e frequentam templos.
Se banham em cachoeiras, em rios e oceanos.
Contam histórias e as aumentam um pouco.
Inventam e estão sempre ocupadas fazendo alguma coisa.

As vezes não fazem nada, só por alguns instantes ou pelo tempo necessário.
Riem alto com dentes largos, e voltam  a trabalhar.
E sempre dizem Amém!


Amém provém de uma longa genealogia de línguas antigas e veneráveis, remontando ao latim, voltando mais atrás ao grego e ainda mais atrás ao hebraico.

Amém nessas línguas significa proclamar direto da alma sábia e indomável: É verdade! Que assim Seja!

Amém!



Trechos retirados do livro : A Ciranda das Mulheres Sábias , de Clarissa Pinkola Estés



domingo, 10 de junho de 2012

Sobre Deusas, Ventres e Lamentos


Deméter, a Mãe Terra, tinha uma linda filha chamada Perséfone, que estava um dia brincando ao ar livre. Perséfone encontrou por acaso uma flor de rara beleza e estendeu os dedos para tocar seu lindo cálice. De repente, a terra começou a tremer e uma gigantesca fenda se abriu em ziguezague. Das profundezas das terra chegou Hades, alto e majestoso, o Deus dos Infernos.


Hades apanhou Perséfone, levando-a  para dentro da terra. Os gritos de Perséfone foram ficando cada vez mais fracos a medida que a fenda ia se fechando. Por toda a terra abateu-se um silêncio com odor de perfume de flores esmagadas. E a voz da donzela a gritar ecoou nas pedras das montanhas e borbulhou num lamento vindo do fundo do mar.




Deméter ouviu os gritos das pedras e o choro das águas. Arrancou a grinalda do cabelo, deixou cair de cada ombros seus véus escuros e saiu a sobrevoar a terra como uma enorme ave, chamando por sua filha.

E assim começou a procura longa e enlouquecida de Deméter por sua filha querida. Deméter esbravejava, chorava , gritava, fazia perguntas, procurava debaixo, dentro e em cima de todos os acidentes geográficos , implorava por misericórdia, implorava pela morte, mas não conseguia encontrar sua filha amada.

 Assim , ela, que havia gerado o crescimento perpétuo de tudo, amaldiçoou todos os campos férteis do  mundo, gritando na sua dor.



Em decorrência de sua maldição, nenhuma criança poderia nascer, nenhum trigo poderia crescer, nenhuma flor, nenhum ramo.

A própria Deméter não mais se banhava. Seus mantos estavam encharcados de lama, seus cabelos pendiam em cachos imundos.

Muito embora a dor de seu coração fosse tremenda, ela não se entregava. Depois de muita investigação, de muitos pedidos e de muito incidente, tudo levando a  nada, ela afinal perdeu as forças ao lado de um poço em uma aldeia desconhecida.

Quando recostou seu corpo dolorido na pedra fresca do poço, chegou por ali uma mulher, ou melhor, uma espécie de mulher


Esta mulher chegou dançando, balançando os quadris e os seios nesta pequena dança.
E quando Deméter a viu, não pode deixar de sorrir um pouco.

A fêmea que dançava era realmente mágica, pois não tinha nenhum tipo de cabeça, seus mamilos eram seus olhos e sua vulva era sua boca. Foi  este diferente e intrigante ser que começou a regalar Deméter com algumas piadas picantes e engraçadas.

Demeter começou a  sorrir , depois deu um risinho abafado até que soltou uma boa gargalhada.
Juntas, as duas mulheres riram, a pequena Deusa do Ventre, Baubo, e a poderosa Deusa Deméter, Mãe da Terra.

E foi o riso que tirou Deméter de sua depressão e lhe deu energia para prosseguir em sua busca pela filha, que acabou em sucesso, com a ajuda de Baubo, da velha Hécate, e do sol hélios.
Restituíram Perséfone a sua mãe.
O mundo, a terra e o ventre das mulheres voltaram a vicejar.


Texto: ~*~ Consultório de Afrodite~*~
Imagens: Pinterest

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sobre Mitos, Ritos, Sonhos, Heróis e Heroínas


Mitos e sonhos simbolizam, de maneira geral, a dinâmica da psiquê.
Nos sonhos, as formas são destorcidas pelos problemas particulares do sonhador.
Nos mitos, os problemas e as  soluções apresentadas  são válidas diretamente para toda a humanidade e  representam as maiores aspirações da sociedade, são verdadeiras  personificações da nossa própria energia.



E os  sonhos ........ aqueles conteúdos escondidos, forças inconvenientes e  objetos de nossa camuflada resistência.....

Essas forças até podem permanecerem insuspeitas, quietas, alheias, mas , de repente,alguma palavra casual, o odor de uma paisagem, o sabor de uma xícara de chá, a cena de um filme... e eis que  perigosos mensageiros brotam `a meia luz da consciência.

Os mensageiros são perigosos porque ameaçam as bases seguras sobre as quais construímos nossa própria idéia de  ser e estar no mundo.

Perigosos , mas diabolicamente fascinantes, trazem consigo chaves que abrem portas para  o domínio da aventura mais desejada e temida: conhece-te a ti mesmo! Talvez a maior jornada, a grande aventura para verdadeiros heróis.



"A função primária da mitologia e dos ritos é a de fornecer símbolos que levem o espírito humano a avançar"
O propósito e o efeito real consiste em levar as pessoas a cruzarem difíceis limiares de transformação que requer  mudanças dos padrões não apenas da vida consciente, mas da inconsciente, principalmente.


Através dos sonhos, alguns representantes psíquicos se manifestam sob a forma de imagens arquetípicas
 que constituem e representam os próprios  mitos.

O herói é o homem ou mulher que conseguiu vencer suas limitações históricas pessoais e alcançou formas normalmente válidas e  humanas de bem aventurança.

As idéias e inspirações dessas pessoas vêm diretamente das fontes primárias da vida e do pensamento humano.

O herói como homem moderno morreu
O herói como homem eterno, aperfeiçoado, não específico e universal, renasceu!



Abençoado seja-os!


Inspirado no livro O Herói de Mil Faces - Joseph Campbell